quarta-feira, 28 de maio de 2008

Um livro

Lendo hoje a crônica do Millôr, intitulada ‘Os Livros também morrem’, publicada na Veja edição 2062, me lembrei de um fato ocorrido comigo em uma biblioteca municipal. Bem, não era assim uma biblioteca, nem um esboço de que viria a ser algum dia. O prédio era o do antigo Colégio Municipal construído na cidade, se não me falha a memória tinha duas salas minúsculas que guardavam todo o acervo e onde ficavam as duas únicas funcionárias (mas também para que tantas, se não caberiam no ambiente) e uma área onde ficavam precárias mesas e cadeiras para os alunos fazerem suas anotações.
Mais degradante era a qualidade dos livros. Os poucos que existiam não eram suficientes para pesquisa (pois pareciam terem sidos impressos por Gutemberg). E nem daria para se fazer novas aquisições, pois os mesmos teriam que ser dispostos no pátio. Aliás, esse era maior que o prédio, ao qual me pergunto agora, porque não aproveitaram toda a área para a construção de um lugar maior.
Um certo dia cheguei à biblioteca e me deparei com alguns livros dentro de duas caixas colocadas em um canto da sala. Como a minha curiosidade sempre foi grande, perguntei as funcionárias porque estavam ali. Elas me responderam que haviam sido doados a biblioteca central (localizada no centro da cidade e que de longe lembrava aquela em que nos encontrávamos) e que seriam devolvidos para algum lugar, não me lembro para onde elas teriam dito. Notando o meu interesse pelos livros me disseram que poderia pegar algum que me interessasse. Escolhi um exemplar: Homenagem a Camões, sobre conferências promovidas pela comissão de educação e cultura da Câmara dos deputados, no período de 18 a 23 de junho de 1972, que ainda guardo junto ao meu pequeno acervo.
Aí aqui peço licença ao Millôr e cito uma parte da sua crônica: “...voltando à “arrumação” dos livros. Como várias já foram feitas no passado,sobra muito pouco pra botar fora. Haja coragem. Mas boto fora. No lixo. No lixo, seu selvagem? É, pois aí, entre a cozinha, o corredor e a garagem, não sobra um livro pro lixeiro. São logo apropriados pela moça que cozinha, pelo faxineiro do corredor, pelo manobreiro atento. Metade dos livros adquiri logo uma utilidade, que não teria se eu desse os livros a uma dessas tantas “bibliotecas” humanísticas. Aí levaria um ano até a burocracia de serviços os limpasse, catalogasse e colocasse em estantes. A maior parte dos livros morreria de abandono...”.
E aí me pergunto para onde teriam levado o restante dos livros que permaneceram dentro das caixas. Estariam em algum depósito, mas depois de tantos anos traças e cupins os teriam devorado ou tiveram o mesmo destino daquele que adotei e estariam fazendo companhia a outros.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Frase do dia

"Às vezes, o que definimos como força não é força. Às vezes, ser forte é não fazer nada." Madonna, Revista Gloss

sábado, 17 de maio de 2008

Madonna e Gloss


Não vou dizer agora que sou fã da Madonna desde pequena se não pega mal para Pop Star (Oops! Eu disse!). Mas que surpresa boa não foi para mim quando achei a Gloss na caixa do correspondências. A Mega Mad era a capa deste mês e com direito a fotos e até entrevista. As vésperas de completar 50 anos a cantora exibe disposição e vigor.  Madonna está presente no mundo da música com tanta força que conquista jovens de todas as gerações que a acompanharam. Seja pelos CDs dançantes, pelas performances digamos exóticas ou pelos clips que sempre revolucionam pelo visual. Mas não são apenas os jovens normais que se deixam inflenciar pelo furacão Mad, um grande time de cantoras pop já beberam da fonte da Mega e vira-e-mexe tentam copiá-la. Fazer o quê, afinal ídolos são para ser adorados e copiados.

terça-feira, 13 de maio de 2008