terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rosa

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa,
Do amor, por Deus esculturada e
formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor.
Se Deus, me fora tão elemente neste ambiente
de luz formada numa tela deslumbrante e bela
o teu coração, junto ao meu,
lanceado, pregado e crucificado sobre a Rósea Cruz do arfante peito teu.
Tu és, a forma ideal, estátua magistral
Oh! Alma perenal do meu primeiro amor, sublime amor.
Tu és, de Deus a criação, que em todo o coração
sepultas o amor, o riso, a fé, a dor em sândalos olentes.
Cheios de sabor, em vozes tão dolentes
como um sonho em flor.
És, láctea estrela, és mãe da realeza.
És tudo enfim que tem de belo
em todo o resplendor da santa natureza.
Perdão, se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh! Flor, meu peito não resiste,
Oh! Meu Deus quanto é triste
a incerteza de um amor que
mais me faz penar
em esperar, em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente em preces comoventes de dor
e receber a unção da tua gratidão
depois, de remir, meus desejos em nuvens de beijos
hei de te envolver até meu padecer,
de todo fenecer.
Alfredo Viana - Pixinguinha

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